Será que agora vai?
Foi uma vitória convincente. Os 2×0 contra uma Argentina desfalcada de craques, no jogo decisivo da Copa Roca, mostraram que o futebol da Seleção Brasileira precisa fugir de duas más influências: o ufanismo exacerbado de parte da imprensa (principalmente a da televisão) e o comodismo dos atletas. O que se viu foi um futebol alegre, pra frente, como pedia a final da tal Copa Roca. E o que é melhor: houve uma real disposição dos atletas.
A tal garra, que tanto fez falta na Copa América, sobrou nesse torneio. O que Ronaldinho Gaúcho e Neymar produziram foi um puro futebol-arte. E o que dizer do goleiro Jefferson, que mostrou segurança em todos os momentos da partida. Borges no ataque foi outra surpresa agradável, que não sentiu o peso da camisa amarela.
Mas agora abre-se uma questão: o êxito dos atletas que atuam em solo brasileira vai ser levado em consideração para as futuras convocações? E o técnico Mano Menezes, vai parar de fazer média com a torcida e impor o seu padrão de jogo para a equipe?
Ficou comprovado que temos no País material humano suficiente e com vontade de ganhar os jogos pela seleção. Mas será necessário apostar mais alto. Independente de quem seja convocado, é preciso dar uma identidade ao time, que foi algo que não aconteceu na últimas partidas do exterior. Agora não é a hora de Neymar ou Ronaldinho aparecerem. É o momento de Mano Menezes impor seu estilo, cobrando dos atletas uma postura profissional compatível com a de um jogador de seleção.
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Daniel S









