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Rock´n Roll é um ritmo jovem por excelência

Texto escrito por: Luiz Otero

A sua origem é motivo de muita discussão. Há quem diga que ele surgiu nos anos 50, mais exatamente em 1955, com Bill Haley & His Comets. Mas é fato que, um pouco antes disso, alguns cantores já faziam o que seria rotulado como o ritmo musical jovem, sinônimo de rebeldia e liberdade de expressão. Claro que estamos falando do rock´n roll, um negócio que já moveu milhões de dólares em torno do mundo. E que ainda consegue atrair multidões onde quer que seja.

 

 

É muito difícil definir o que é rock. A definição mais aceita é a de que ele possui raízes no blues, que mescladas com influências da música folk e de algumas vertentes do jazz, acabou se tornando esse ritmo pegajoso, que é capaz de entortar qualquer coluna cervical, como bem definiu o guru Raul Seixas em uma de suas últimas composições.

 

Bill Haley projetou o rock nos Estados Unidos, juntamente com um jovem astro que surgiria com mais força ainda nos anos seguintes: Elvis Presley. Mas não se pode negar a importância de outros nomes da época, como Chuck Berry, Little Richard e Jerry Lee Lewis, só para citar alguns exemplos.

 

Esse grupo de artistas americanos acabou lançando sementes no Reino Unido, de onde surgiria uma nova onda, batizada de invasão britãnica. Capitaneados pelos Beatles, os ingleses dominariam a cena do rock em todas as partes do mundo. Viriam logo depois grupos como Rolling Stones  e The Animals.

 

 

No final dos anos 60, o rock começou a se transformar. Músicos buscavam o experimentalismo e acabaram fundando o que se tornaria o rock progressivo, com bandas como Pink Floyd, Moody Blues, Procol Harum, Yes e tantas outras. Ainda nos anos 60, Jimi Hendrix reinventaria o uso da guitarra em estúdio e ao vivo, com apresentações incendiárias, no mais pleno sentido da palavra. E o The Who cometia a loucura de fundar o estilo Opera-Rock, inaugurado com a obra-prima Tommy. Nos anos 70, o rock se tornou cada vez mais pesado.

 

Um  trio formado por Led Zeppelin, Deep Purple e Black Sabbath abriria caminhos e tendências para o que se chamaria mais tarde de Heavy Metal. Nas décadas seguintes, constataríamos movimentos como o punk rock, new wave e uma série de outras infindáveis nomenclaturas, que até hoje continuam sendo criadas. Uma das mais recentes é a do tal indie rock, que nada mais é do que grupos de rock alternativo, fora dos padrões comerciais impostos pelas gravadoras.

 

Mas é bem verdade que o rock se tornou algo extemamente rentável, financeiramente falando. Grupos e gravadoras faturaram muito com  a venda de discos e com shows cada vez mais épicos. Festivais como o Rock In Rio mostravam que o estilo ainda era algo que poderia mover multidões e atrair renda para os investidores.

 

Para mim, o rock continua sendo algo mágico. Ainda consigo sentir o mesmo ímpeto adolescente ao ouvir algo que me cativa nesse estilo, seja de grupo novo ou antigo. Uma prova de que o estilo é mesmo um ritmo jovem por excelência, mesmo depois de mais 50 anos de sua descoberta.

 


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  • Jordan

    O rock faz qualquer um se sentir jovem. Belo texto, Otero.

  • http://www.facebook.com/people/Lúcia-Maria-de-Mello/100000133717714 Lúcia Maria de Mello

    Viva o Rock´n Rooolll !!! Faz a alma da gente ficar alegre!!! Adorei o texto, Otero!

  • Nando

    Uma aula de rock. Grande garoto!

    • Luiz Otero

      Grato pelas palavras, colega

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001358578493 Lidia Maria de Melo

    “Quem é ele, quem é ele/ Esse tal de Rock ‘n Roll?/ Um planeta, um mistério/uma bomba que estourou?” (tia Rita Lee). É o ritmo que põe multidões em alfa. Parabéns, Otero!

  • Cesamir

    Matou a cobra e mostrou o pau. Mas faltou nosso Raul nesse balaio, cabra safado
    Rock’n'me
    Rock’n'you
    Rock’n'roll
    Rock’n'Raul
    (CAETANO)