Rachel Bilson é apenas um dos muitos erros de Hart of Dixie
Josh Schwartz, o mesmo produtor e roteirista que nos presenteou com as divertidas “The O.C.” e “Chuck”, errou a mão dessa vez. “Hart of Dixie” é de uma preguiça sem tamanho. Nada foi feito com esmero nessa mistura infeliz de drama com comédia.
A série conta a vida da jovem médica/cirurgiã Zoe Hart, interpretada por Rachel Bilson. Você leu corretamente. O ilustríssimo senhor Schwartz quer nos convencer que Bilson é uma talentosa médica que se formou no topo de sua turma. Ela é bonitinha, até convenceu como a dondoca boa gente Summer Roberts em “The O.C.” e como um interesse romântico de Chuck Bartowski, mas, por favor, paremos por aí.
A justificativa para ela aceitar um convite de um completo desconhecido para deixar Nova York e se mudar para o interior do Alabama é completamente estapafúrdia: falta calor humano para a doutora. Não tem um hospital ou clínica nas redondezas para ela aprender boas maneiras? Tem que ser em outro Estado? Em uma cidade que não poderia ser mais diametralmente diferente da dita capital do mundo? E o prefeito garotão que foi jogador profissional de futebol americano e só se refere a si mesmo na 3ª pessoa do singular? Tudo errado. Tudo.
Antes de ver o piloto, li vários elogios à série. Uma crítica do Tele Séries disse ser a melhor coisa da CW. Discordo em gênero, número e grau. “Hart of Dixie” pode não ser a pior série da rede caçula norte-americana (essa discutível honra vai para a horrorosa “Nikita”), mas chega perto.
Felizmente crítica e audiência americana parecem concordar comigo e duvido que a série emplaque uma 2ª temporada. 1,88 milhão de pessoas viram o piloto, sendo 1 milhão no público alvo (18-49 anos). Na segunda semana a audiência total caiu um pouco (1,75), mas se manteve estável na faixa etária que mais interessa.
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http://twitter.com/mayaraa_barros Mayara barros
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Débora Escobar
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Insatisfeito
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