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Quase unanimidade!

Texto escrito por: Amanda Santoro

Enrolei horrores para escrever um post sobre o Bar do Juarez. Não que eu tenha dúvidas sobre o que acho do lugar, mas devo admitir que me faltava boa vontade (essa aí está cada dia mais sumida!). Já fui tantas vezes na filial do Itaim, mas tantas mesmo, que foi difícil encontrar um gancho que me fizesse botar a mão na massa, ou a caneta no papel, ou os dedos no teclado do note… escolham a expressão que preferirem! Bom, mas aí vocês me perguntam: tá, Amanda, então qual foi o gancho que você bolou? E eu respondo: NENHUM. Achei melhor lutar contra a preguiça e deixar de ser vagal.

 

Não conheço uma única pessoa que tenha birrinha do Bar do Juarez. Quem curte o clima de boteco chic não há o que reclamar. Copiem este texto e guardem para a posteridade o que vou dizer: até hoje este é o local do meu  guia noturno que mais chega perto da unanimidade. O que vejo aqui são diferentes intensidades de “gostar”: tem gente que ama, outros não saem de lá, há quem não veja nada demais e aqueles que só achem “OK”. Mas dificilmente você ouvirá um “eu detesto o Juarez” .

 

Com quatro filiais (Itaim, Moema, Brooklin e Pinheiros), o boteco é mais um empreendimento de sucesso de um retirante nordestino. Juarez Alves, natural de Ibitira (BA), chegou à cidade de São Paulo em 1973, aos 12 anos de idade, com os pais e o irmão. Batam palmas para o cara, não é nada fácil fazer florescer um negócio sem aquele, digamos, “incentivo”.

 

 

Mas chega de lero-lero e vamos ao que interessa. O atendimento do Bar do Juarez é sempre eficiente e não deixa a desejar. Acabou um chopp e já tem outro à sua espera. As porções são bem servidas e bastante gostosas (e um pouquinho caras, devo dizer). Minha dica é a tradicional picanha fatiada no Réchaud (700 gramas de carne acompanhadas por repolho, farofa, alho torrado, vinagrete e pão italiano). Vale muito a pena, mesmo que você seja o azarado que leve toda a fumaça da chapa e saia do bar defumado! Custa  algo na casa dos R$ 70. Outra boa pedida que não deixa o nível cair é a carne seca acebolada acompanhada por mandioca e farofa. Menos salgada para o bolso do cliente, a porção custa cerca de R$ 30.

 

Agora se você quiser enganar a fome, a minha sugestão é certeira: pastéis (carne, queijo e palmito). Sequinhos e bem fritos, os tira-gostos não são tão pequenos como na maioria dos lugares (eles possuem tamanho intermediário entre os famosos pastéis de bares e os pastéis de feira). Apesar de a porção conter menos unidades, dá para apreciar melhor o sabor do seu petisco. O valor fica em torno dos R$ 20.

 

 

Para beber, claro, um bom chopp Brahma. Se você não curte uma boa bebida fermentada, então, meu amigo, você está no lugar errado. Corre logo para um estabelecimento especializado em drinks e não amole a nossa paciência! E assim, com muita calma e tranquilidade – inclusive com vocês, leitores -, indico mais um lugar que não é 10, mas está próximo disso.

 

Avaliação: 9

 

Serviço: Bar do Juarez
Site: http://www.bardojuarez.com.br


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