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Pintou o novo campeão brasileiro?

Texto escrito por: André Costa

A gente sempre traz as notícias e opiniões sobre jogadores e o futebol. Hoje, a proposta é mudar e falar do mundo da Fórmula 1. Ao invés de falarmos da competição, vamos destacar o empenho e a vontade de um brasileiro, Bruno Senna. O atual piloto da Renault fez três provas na temporada – a última em Cingapura, único Grande Prêmio disputado durante a noite. O brasileiro de 27 anos vem ganhando seu espaço e evita comparações com o tio Ayrton Senna, tricampeão da Fórmula 1. O “garoto” tem determinação e pisa fundo nas pistas.

 

A prova maior disso foi o último resultado conquistado no sábado passado. O tempo regulamentar da primeira parte do treino de classificação estava estourando. Bruno teria que correr pressionado para dar sua última volta e garantir uma vaga para a segunda etapa dos treinos. Com perfeição, o brasileiro percorreu o circuito e deixou muita gente de boca aberta. O resultado realmente impressionou a todos. Com maestria e total comando, Bruno tirou seu companheiro de equipe, Vitaly Petrov, do chamado Qualifying 2.

 

 

Brasileiros que até pouco tempo falavam da ausência de um motivo para voltarem a acordar cedo e assistir a Formula 1, na minha opinião, agora devem assistir a competição. O piloto que a cada prova dá sinais de que tem condições de se manter na categoria, por sua habilidade, apresenta uma característica igual ao do tio Ayrton Senna, a humildade. É inevitável a comparação ao tricampeão das pistas, mas Bruno pede cautela. A personalidade é outro ponto forte. Erros acontecem durante as corridas e o sobrinho de Ayrton dá a cara a tapa e “pede desculpas” por eventuais manobras que possam “prejudicar” os concorrentes. Situação como essa já aconteceu no Grande Prêmio da Bélgica realizado em agosto.

 

“Nunca havia feito a primeira curva com o tanque cheio e, infelizmente, perdi o ponto de freada. Não havia como evitar a batida em Alguersuari [piloto da equipe Toro Rosso]  e lamento muito pela corrida dele. Felizmente não houve danos na suspensão do meu carro e pude continuar na prova”, destacou o brasileiro em entrevista a BBC.

 

 

Personalidade forte e também ético nas pistas. Resultados com certeza aparecerão. Ayrton deve estar orgulhoso e nós brasileiros futuramente também teremos muitas alegrias e vibraremos por Bruno Senna.


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  • Daniel S

    Vou dizer que ele tem calado a boca de muita gente. Sim! Tem calado. Mas ainda o acho muito limitado, mas há explicões para isso.
    Ele não pretendia seguir carreira como piloto, começou tarde e teve uma repentina e meteórica aparição e chegou onde chegou por méritos próprio mas principalmente por ser sobrinho de nada mais, nada menos que o Eterno Senna.

    Agora deixo uma pergunta. Imaginem se ele tivesse sido trabalhado para isso??? Será que teriamos um novo mito das pistas? Confesso que não acredito nesta de “tá no sangue”, tudo e´fruto de trabalho e dedicação, claro é preciso talento também e gostar da coisa. MAs acho que sim, ele estaria disputando as primeiras colocações e até mesmo o titulo hoje em dia.

    Mas vamos fazer justiça há um nome a frente dele e este é o de Lucas di Grassi. Ambos muito criticado pela imprensa que ainda é viuva de Senna e o jornalismo esportivo brasileiro carece de umas verdades como esta, ele se destacou nas categoria que antecedem a F1. Chegou na F1 como piloto de uma “bomba” chamada carro mas que seus cavalos eram realmente “cavalos” de verdade e não saia do lugar.. assim como Bruno teve o mesmo problema, mas a imprensa esportiva brasileira prefere massacra-los, humilha-los do que propriamente falar uma verdade. É como no futebol, sem querer tocar no assunto futebol. Quem acompanha algumas rádios depara não com comentários e críticas consistentes e coerentes, mas depara com piadas em forma de crítica e tom de deboche a humilhar os jogadores. Uma grande rede de rádios que se diz “jovem” é a principal delas.

    Fala humildade para o jornalismo esportivo(deixo claro) e principalmente apoio a estes pilotos. Eles não correm somente com a pressão de quem é novo na categoria e precisa mostrar serviço… Eles correm com pressão de jornalistas que necessitam substituir a suas lacunas de 17anos nos jornais esportivos voltado ao automobilismo… além de correrem com a pressão do povo brasileiro que carece de um novo idolo na categoria.

    • André Costa

      Daniel, concordo em partes com você. O Bruno chegou a F1, mas a sua equipe anterior a Spania tinha um carro extremamente limitado, por isso o brasileiro não fazia bons resultados. Concordo na parte que você comenta sobre o trabalho e a disposição dele para chegar a elite do automobilismo. Acho que a imprensa não massacrou ele pelos resultados. A verdade é que se cria uma expectativa muito forte, mas ele tem personalidade em deixar claro que não é o Ayrton Senna que está nas pistas.

  • Daniel S

    Mas o que eu quis dizer foi exatamente tudo isso aí mesmo. Talvez eu tenha me expressado errado a dar entender outra coisa. Com certeza o carro era limitado mesmo. Mas a imprensa esportiva é tendenciosa mesmo. Mas qdo falo de acharem substituto do Senna, eu sei que ñ vem dele. Eu quis dizer exatamente tudo isso aí.

    A Amanda ta achando discórdia onde nos textos e comentários? hahahaha eu vi no Tweet e pensei “po, será que causaram depois do meu comentário?” Mas eu entendi, foi estratégia =x pra pageview =x hahaha brincadeira Amanda rs… (se foi ela no twitter tb né)

    abração André

  • Amanda Santoro

    Sim, fui eu (Amanda). E sim, foi estratégia. HAHAHA.

  • Luiz Otero

    Substituto do Senna, vai ser difícil. Não pelo fato do seu talento ser insuperável, mas sim porque os que estão hoje em dia são extremamente previsíveis. Vettel, que caminha para um bicampeonato, não tem nem 10% do que os que o antecederam produziram no passado, como um certo conterrâneo alemão que reinou na década de 90. Mas lembrar de Alan Prost, Niki Lauda e outros, me faz sentir ceticismo diante do que se vê na F1. Quanto ao Bruno, vamos dar o tempo necessário para ele amadurecer como piloto.

  • André Costa

    Valeu ae pelos comentários Daniel. Sempre participando aqui do Lérias. Luiz Otero também acho que hoje o pessoal está muito previsível. Vale lembrar também que Ayrton, Alan Prost, ente outros, pilotavam sem toda essa tecnologia que existe hoje. Os carros eram bem mais rudimentares e a “guerra”! era no braço.

  • Daniel S

    Agradeço a Deus por ninguém ter citado um dos maiores vigaristas da f1, Michael Shummacher – sei que vai causar polêmica, mas não é a intenção – afinal, o cara era só marketing. Ler as pessoas falarem de pilotos “Monstros” do passado me enche até de orgulho de passar no lérias para comentar e perceber que este Sr. que não sabe o que é parar não foi citado, é realmente uma alegria. Vejam só, como falou o André e Luiz, os de hoje são previsíveis, não tem nem 10% realmente. E não é diferente de 15 anos atrás onde os carros começaram a pilotar sozinhos. Muito se fala de “Maior campeão da história”, mas ninguém fala das verdades que envolvem estes campeonatos, como jogo de equipe, manobras arriscadas, jogar adversários pra fora e o PRINCIPAL… não haviam adversários e nem carros que se comparavam as ferraris. Já na época de Senna, Prost, Lauda, Mansel, eram monstros, eram pilotos sem iguais, incomparáveis e que guiavam o carro e não o carro guiavam eles.

    Mas ainda acho que há esperança, acredito que podemos ter algo de bom num futuro próximo a começar pelo Vettel mesmo, que apesar de não ter 10% do que estes tiveram, como citado por Luiz, ainda assim é um diferencial que pode noso dar um pingo de esperança futura. Acho ele ousado, porem é responsável. Mas…