Opinião: Todos os partidos são culpados… e agora?
Semana passada assisti ao documentário “Capitalismo: Uma história de amor”, de Michael Moore. O excelente cineasta, um dos poucos norte-americanos que sempre criticou o Governo Bush, mostra em sua obra mais recente a trajetória do capitalismo dos EUA até a crise financeira e a posse de Barack Obama. Em uma das cenas do filme, quando anunciam a vitória de Obama como novo presidente dos EUA, é quase comovente a reação das pessoas com o resultado e suas consequências – muitas delas, inclusive, fazendo greve contra os grandes causadores da crise – os bancos – e lutando pelos seus direitos.
E então eu penso no Brasil: será que existe um partido assim, que comova os brasileiros quando o representante é eleito? E atire a primeira pedra se você não pensou no Lula e no PT. O governo lulista e seus antecessores, a meu ver, fizeram apenas uma “troca de poderes”. Lembram-se quando existia a política do café-com-leite? É assim que vejo o mandato do ex-presidente, que criticava a alta carga tributária brasileira, a censura e a corrupção da ditadura, e por sua vez governou com uma das mais altas taxas de juros do mundo e com grandes escândalos de corrupção.

E alto lá antes que alguém pense que sou partidário do PSDB ou do DEM. Não preciso nem comentar o que os governadores e prefeitos desses partidos fazem em SP. A verdade é que São Paulo, a maior cidade do Brasil e uma das maiores do mundo, possui baixa infraestrutura. Prova disso é o transporte público, o trânsito caótico, a educação de baixa qualidade, etc. Recebe investimento? Sim, mas não o suficiente e suas obras não são feitas com a eficiência que deveriam ter. E a educação pública? Está tão caótica quanto o transporte. E quem disse que SP é a cidade que “nunca para” pode perceber que o contrário aconteceu com a greve da CPTM. Em certos locais, São Paulo parou, sim!
“Qual é a solução?” é a primeira pergunta que fazemos. Votar em branco? Creio que somente quando não há políticos que defendam os nossos ideais. A solução também é não pensar em partido, mas sim em políticos. E a privatização que o PT tanto criticava e que agora realizou com a Infraero? E o metrô de SP? Partidos diferentes, objetivos distintos? Parece que não.
E todo dia eu vejo: “Esse tucano só liga para a burguesia”, “esse lixo de pensamento esquerdista”, etc. As pessoas da direita e da esquerda brigam tanto entre si que acabam se esquecendo do primordial: fazer do Brasil um bom País para se viver. E em vez de melhorá-lo, o pessoal da esquerda culpa o da direita, e vice-versa. Vamos combinar, todos os partidos são culpados. E agora?
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Paula Oliveira
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Daniel S
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Daniel S
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Luiz









