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O vergonhoso Futebol Brasileiro de 2011

Texto escrito por: Pâmela Alves

O Campeonato Brasileiro chegou ao fim com o Corinthians campeão. E é com o fim deste campeonato que começamos a analisar o que foi feito no futebol brasileiro em 2011.

 

Mérito do Corinthians que venceu o Brasileirão, do Santos que conquistou os títulos de campeão Paulista e da Libertadores, e do Vasco, que levou a Copa do Brasil. Mérito das equipes e dos jogadores, mas vamos combinar, o futebol brasileiro de 2011 no geral foi bem fraquinho, mas tão fraquinho que por muitas vezes chegou a dar sono. Aliás, este foi o comentário que mais apareceu no Lérias esse ano.

 

Vamos começar pela seleção brasileira. Mano Menezes convocou e testou mais de 50 jogadores e mesmo assim a equipe canarinha deu vergonha. Jogou sem vontade seus amistosos e foi ineficiente, irregular e atrapalhada na Copa América.

 

 

Mano convocou Neymar e Ganso, chamou de volta o Gaúcho, fez tudo o que os brasileiros pediram na época Dunga e, mesmo assim, não surtiu efeito. Sem contar que tinha a infeliz mania de fazer as piores substituições do jogo e de aparentar pouca visão de estratégia. Claro que agora é a hora de testar, experimentar para que na próxima convocação para a Copa não sejamos surpreendidos com “craques” como Felipe Melo ou Daniel Alves como o “melhor jogador” da seleção. O lateral do Barcelona não atua bem com a camisa brasileira, já com a camisa do time espanhol o cara parece inspirado em algumas partidas.

 

E os clubes brasileiros? Os jogadores brasileiros? Parece que 2011 não foi mesmo o ano do futebol, pelo menos não aquele que estamos acostumados a ver e admirar, não aquele que nos faz perder as unhas de tanto nervoso. É claro que existem exceções, Neymar é uma delas, ele continua jogando bem, fato que o fez ser cogitado pela FIFA para disputar o título de melhor do mundo (não foi dessa vez que ele ficou entre os 3, mas já é alguma coisa) e que ainda o fez ser pré-selecionado com o autor de um dos 3 gols mais bonitos do ano, ao lado de Roney do Manchester e Messi do Barcelona. O gol que concorre ao prêmio foi marcado em um dos únicos jogos memoráveis do Brasileirão. O adversário era o Flamengo em plena Vila Belmiro. Nessa partida foram marcados sete gols.

 

 

Mas a maior parte dos clubes brasileiros está beirando o ridículo, os reforços são velhos, fracos e não tem mais amor pela camisa que vestiram um dia. É claro que não temos condições financeiras de trazer um reforço de fora, mas a série B revelou novos talentos que podem ser bem trabalhados em clubes maiores. Pensemos nos campeonatos, especialmente no Brasileiro, se um time perdia, todos os outros perdiam, é feio.

 

O problema do futebol brasileiro e, principalmente, dos craques brasileiros está na falta de amor pela camisa e no excesso de amor pela conta bancária. Hoje o futebol é uma empresa e todo mundo quer chegar ao maior cargo, a Europa. Alguns jogadores declaram isso aos quatro ventos e se dão mal depois, outros fazem corpo mole quando começam uma negociação.

 

A politicagem praticada no futebol também é de dar nojo, como o que aconteceu com Ganso-Santos-DIS-Corinthians, o que acontece com o Palmeiras e o que aconteceu no ano passado com o Zico em sua saída do Flamengo. E nesse quesito os empresários também parecem não ter escrúpulos, quebram pré-contratos assinados, oferecem seus jogadores para quatro equipes e prometem a todas que está tudo certo. Tentam vender os jogadores ou repassam seus pupilos para empresas de peso no Brasil, se é que me entendem. E um dos casos que podemos citar aqui foi o de Ronaldinho Gaúcho. O meia fez o Grêmio pagar um verdadeiro “mico” no início do ano. O presidente do tricolor Gaúcho, Paulo Odoni, acreditou que tinha conseguido repatriar o jogador e membros da direção até anunciaram uma festa no Estádio Olímpico. No final das contas, Gaúcho acabou no Flamengo.

 

Podemos também ampliar o assunto e falar da briga da CBF e do Clube dos 13 com os direitos de transmissão dos campeonatos brasileiros de 2013, 14 e 15, ou da exclusão imbecil do Morumbi dos jogos da Copa do Mundo do Brasil. Podemos também falar dos dirigentes, técnicos, etc. Os primeiros parecem crianças birrentas e mimadas, ou você faz o que o patrão quer ou vai ser punido, tudo no significado puro da palavra. Os segundos acabam perdendo autoridade com a equipe e às vezes até mesmo respeito, como o Mano que vive idolatrando e alisando o Sr. Teixeira, ou alguém acha que ele ainda está na seleção porque é excepcional?

 

Quanto aos árbitros, eu não vou falar nada, pois eles são o reflexo desse circo chamado Futebol Brasileiro. Mas uma coisa é certa, para não desistir dos jogos, do time e dos campeonatos, só amando muito esse esporte.


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