O imperador voltou….
Aos 43 minutos do segundo tempo o Corinthians ainda se amargurava pelo empate em 1 a 1 com o Atlético Mineiro. O time do Parque São Jorge sabia que a não conquista dos três pontos poderia custar o título do Campeonato Brasileiro. A torcida nas arquibancadas, como sempre, empurrava o time e acreditava em mais uma virada corintiana, na raça, com garra e com direito a muito sofrimento.
O atacante Emerson Sheik, que não vinha fazendo uma bela apresentação, pegou a bola e lançou Adriano pela esquerda. O camisa 10 recebeu a bola, fugiu da marcação, entrou na área atleticana e chutou cruzado. Renan Ribeiro, goleiro do Atlético Mineiro, pouco pode fazer e não ser observar o gol de Adriano, que marcaria a vitória do Corinthians e também deixaria para trás muitas opiniões de que o atacante não estava preparado para atuar pelo time. Calma, gente, eu não sou corintiano, e inclusive, o “Imperador” também queimou minha língua. Até poucas semanas atrás, eu acreditava que ele não poderia ajudar diretamente o time do Parque São Jorge nessa reta final do Brasileirão. Pensei que a presença dele em campo poderia chamar a marcação e criar “buracos” no campo, porém, no domingo ele foi lá e decidiu a partida.
Mas é neste momento que vem a velha frase, e que cabe sempre em momentos como este, “quem nunca errou que atire a primeira pedra”. Para aqueles que não acompanharam o jogo, Willian vinha jogando muita bola, e deu lugar a Adriano no segundo tempo, o que você de imediato teria pensado: “Nossa, esse Tite viaja, que loucura….” ou foi até mais além “Vamos perder o título, será que esse treinador não percebe???”. Logicamente a gente deixa os palavrões de fora….
Sorte ou não, parabéns também ao treinador Tite pela escolha de colocar Adriano em campo. Taticamente, o Corinthians não apresentou um bom futebol nos 45 minutos iniciais e a equipe alvinegra não conseguia passar da forte marcação do time mineiro, porém, o técnico teve a intuição de colocar Adriano no jogo para “bagunçar” o adversário e deu certo.
A “titibilidade” deu certo e a torcida, que já apoiava o time, empurrou ainda mais até o árbitro apitar o final do jogo no Pacaembu. 90 minutos de muito sofrimento e acabava ali também a velha cobrança sobre a “estreia de Adriano” e o valor que se investiu até agora no jogador. Mas muita calma nessa hora, já diria em voz de treinador, nada de pensar que ele vai desencantar agora, faltando dois jogos, mas no ano que vem, com certeza vai ser difícil segurar o “Imperador”.
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