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O Facebook contado em páginas

Texto escrito por: Emilio Franco Jr.

Depois que assisti A Rede Social, longa dirigido pelo sempre bom David Fincher, fiquei fascinado com o universo de criação do Facebook e, por estar também maravilhado com a estrutura narrativa empregada pelo cineasta, resolvi comprar o livro “Bilionários por Acaso” como forma de conhecer mais afundo a história daqueles rapazes que, trancafiados em seus alojamentos de Harvard, criaram a maior rede social do mundo. Por sinal, já tá curtindo o Lérias ? Vai, tô esperando. Pronto? Continuemos.

 

No filme, acompanhamos sem maiores dificuldades uma história contada de forma não-cronológica, já que vemos uma espécie de julgamento de Mark Zuckerberg como fio condutor para os fatos passados que levaram a criação e ascensão do Facebook ao patamar atual. Já no livro, torna-se ainda mais interessante ler a história na ordem dos fatos (ou versões, sei lá o que melhor se aplica) e isso ajuda a organizar as imagens do filme na cabeça.

 

Se o que vemos na tela é ágil, até como forma de mostrar a rapidez de pensamento daqueles rapazes e a velocidade meteórica com que tudo ocorreu, o livro transcorre na mesma velocidade em função de seus capítulos curtos que, ao menos para mim, funcionam como gás para não parar de ler – nada mais chato do que capítulos gigantescos que fazem a leitura parecer não ter fim.

 

Ora ou outra, fiquei com a impressão de que Bilionários por Acaso poderia tentar ser menos didático, o que até mesmo dá a impressão de que foi escrito por mais de uma pessoa – será que tiraram o Eduardo Saverin dos créditos de novo? Coitado. Digo isso porque em curto espaço de páginas um mesmo personagem é descrito duas vezes, como se quem lê não tivesse capacidade de recordar o que lera pouco antes. Mas, isso é apenas uma impressão minha jogada ao vento – não me processem porque não tenho dinheiro para pagar, sério.

 

Bilionários por Acaso tem linguagem bastante simples e, por isso, sua leitura é fácil e atraente. Não há meias palavras para contar a história de jovens de vinte e poucos anos que fazem de uma brincadeira um negócio de bilhões de dólares. Todos os tipos de palavrões estão lá. (Caralho, por que eu não sou bom de informática?).

 

Assim, aquelas figuras que já ocupam nossa imaginário – pelo menos para quem não vive em uma bolha e já viu A Rede Social – tornam-se ainda mais interessantes e reais, principalmente pela impossibilidade de definir mocinhos e vilões, exatamente como a vida. Não é literatura sofisticada, longe disso, mas é um hipnotizante retrato da história.

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  • http://www.blogger.com/profile/01873796974130131297 Amanda Santoro

    Um dia ainda teremos um livro sobre a nossa história de sucesso, Mozzi.

  • http://www.blogger.com/profile/09472743744099921513 Pâmela Alves

    Fui totalmente excluída da bagaça. Bacana! rs

  • Emilio Franco Jr.

    Ai, Mozzi, ela achou que falávamos de sucesso profissional, quanta inocência, haha

  • http://www.blogger.com/profile/07431958499305993723 Felipe Guimarães

    Quero mto ler esse livro…