Festa na capital baiana mistura museu e jazz
Antes de mais nada, olhe bem a foto. Agora se imagine ali, no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), vendo o pôr-do-sol de frente para a Baía de Todos os Santos, sentindo a brisa do mar, apreciando peixinhos e ouriços e ainda por cima ouvindo jazz da maior qualidade. Não é a toa que a festa que já completou dez anos continua atraindo muita gente bacana da cidade, além dos habituais turistas gringos com suas roupas cor de cáqui.
O preço é mais do que convidativo: cinco reais a inteira. Sim, meu caro estudante, se você levar sua carteirinha da faculdade, irá pagar míseros R$ 2,50. O preço da cerveja, vendida em isopores e barraquinhas improvisadas, também gira em torno dessa faixa. O pátio que recebe a festa, com início às 18h, fica repleto de mini banquinhos para quem quiser curtir sentadinho a apresentação dos músicos. Mas a maioria fica mesmo circulando, encontrando amigos e fazendo outros.
Há quem diga que é uma festa, digamos, hippie. É verdade que tem muito universitário por ali transitando com suas havaianas e queimando um cigarrinho polêmico, mas nada que iniba os amantes do jazz, os pais de família com seus pequenos ou gringos caretas – na Bahia, vê se pode! – de ficarem igualmente confortáveis.
O lugar é um espetáculo à parte. Restaurado com o projeto de Lina Bo Bardi, arquiteta criadora do Masp, em São Paulo, o MAM possui duas salas de exposições (quase sempre gratuitas e abertas ao público durante a festa) e ainda um cinema. Ou seja: tomou uma cervejinha, emplacou o xaveco? Dá pra correr para um filminho com a paquera recém-conquistada.
Mas aí você me pergunta: meu deus, então é a festa perfeita? Claro que não. Todo mundo sabe que cerveja de isopor em geral é fria. Gelada, ainda mais no calor de Salvador, nem pensar. O banheiro também deixa a desejar: é uma cabine apenas pra toda mulherada e fica dentro da área do cinema. E o estacionamento é restrito – a maioria acaba parando mesmo em cima da calçada, fora do Museu (melhor é ir de ônibus ou táxi).
Verdades ditas, vale a pena. E vale também lembrar que músicos mais confiantes estão sempre mais do que convidados a subirem ao palco e incrementarem a jazz band – promessa dos próprios integrantes. Bom programa pra quem está de passagem: conhece um ponto turístico da cidade e ainda curte uma baladinha.
Avaliação
JAM NO MAM: 8
* Este texto é a estreia de Camilla Demario, repórter do Lérias em Salvador.
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Fabianalupinari
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Ceciliabrito
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Adriano






