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Etta James: A despedida de um mito do blues em grande estilo

Texto escrito por: Luiz Otero

Ícone da música internacional, Etta James faleceu no dia 20 de janeiro e deixou o mundo da música. Ela foi referência para diversas cantoras da atualidade (inclusive a celebrada Adele), por causa da garra e precisão de suas interpretações, sempre recheadas de energia e alto astral.

 

E nem mesmo os graves problemas de saúde impediram que ela voltasse aos estúdios para gravar mais um álbum. Lançado no final de 2011, “The Dreamer” é um disco cheio de suíngue e energia, bem ao estilo da eterna diva da música norte-americana.

 

A essência de Etta James era o blues e a soul music, muito embora ela se ambientasse bem no jazz. A escola dela é o blues de Chicago, da gravadora Chess, de cujo elenco de artistas ela também fez parte.

 

O disco começa com uma faixa de título sugestivo – “Groove Me. Groove”, aliás, é o que não falta nessa canção, assim como na faixa seguinte (“Champagne & Wine”). O blues e a soul se fundem em “Misty Blue”, quando Etta destila toda a sua maestria como intérprete. E a experiência se repete na canção “Let Me Down Easy”.

 

O inusitado fica por conta da releitura de “Welcome To The Jungle”, do grupo Guns´n Roses. Nada mal para uma veterana que já havia revisitado canções de nomes como Alice Cooper.

 

“The Dreamer” é um disco cheio de nostalgia, apesar de conter canções inéditas em sua voz. É uma aula de interpretação e bom gosto musical, com a assinatura de uma das maiores cantoras de todos os tempos. Creio que esses atributos já bastam para convencer o ouvinte a fazer uma audição do álbum.

 

Confira o vídeo com o áudio de “Misty Blue”, quando Etta comprova toda a sua genialidade:

 


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