rss
 

Chopp ou drink? No Astor e no “Sub” você não precisa escolher!

Texto escrito por: Amanda Santoro

Meu “romance” com o Astor é bem antigo. Um dos sócios do lugar é tio de um ex-namorado, então já estive no bar algumas vezes. Bom, a continuação da história é melhor manter em sigilo para não queimar a imaculada imagem dos envolvidos, inclusive a minha. O romance real acabou, fato óbvio de captar pelo “ex” da primeira linha, mas continuei in love pelo bar. Depois que inauguraram o Sub Astor, então, nem se fala. Mas vamos por partes.

 

Situado na badalada Vila Madalena, o Astor é um botecão como manda o script. Decoração a la Lapa carioca, mesinhas de madeira com papo descontraído, muitos chopps e pestiscos apetitosos. Na última vez que estive por lá, na companhia do ex-leriano Douglas Willians (traíra!), pedimos uma porção de almôndegas picantes (cozidas em chopp Stella Artois e servidas em molho rôti). Para quem gosta de um pedido que fuja dos clichês pastéis e batatas fritas, é uma boa opção. Para beber cai bem um chopp, claro.

 

 

Para os baladeiros de plantão, o Astor têm um ponto negativo. A falta de música ambiente e o clima mais maduro, com clientes que já ultrapassaram a faixa dos 30, pode desagradar. Eu, apesar dos meus 25, sinto-me em casa. É um bom lugar para sentar, beber e conversar. Não espere nada além disso, mesmo porque não é o objetivo da casa.

 

 

Agora a “cereja do bolo” da coisa toda: há alguns anos, os donos tiveram a brilhante ideia de criar um andar subterrâneo refinado, que destoa totalmente do clima praiano do piso superior. Manjam aqueles lounges intimistas que têm a cara de Nova York? “Sex and the City” sempre mostra a mulherada recorrendo a esses lugares para uns “bons drink”. “Vamos tomar um Manhattan para desestressar, amiga?”. É, mais ou menos isso. Na verdade o “Sub”, como eu carinhosamente apelidei o local, foi inspirado nos speakeasies, aqueles endereços clandestinos que surgiram aos montes nos Estados Unidos durante os anos 20 e 30, quando aconteceu a Lei Seca.

 

Então, se você é um brucutu que adora cervejinha, não se assuste se um grupo de garotas descoladas e bem arrumadas forem ao banheiro e nunca mais voltarem. Não, você não exagerou no álcool e nem está com alucinações. As meninas simplesmente chegaram, atravessaram o Astor e alcançaram o seu objetivo – o Sub Astor, claro.

 

 

Esqueçam as mesinhas de madeira! No Sub há poltronas confortáveis, iluminação baixa, banquetas de couro no balcão, cortinas de veludo e muito vermelho e preto. As paredes são revestidas por prateleiras de garrafas, o que dá bem aquela cara de “clube do whisky”. E para melhorar, o som ambiente é uma delícia. Muito jazz, soul, r&b e rock. Para ficar perfeito só se houvesse um palco com uma big band dos anos 60!

 

O atendimento do Sub Astor é impecável. Os garçons, inclusive, são peças-chave para o sucesso do local. Lá, eles não são importantes, eles são os MAIS importantes. Logo na porta de entrada há uma placa em inglês que diz o seguinte: “Regra número 1: o barman está sempre certo; Regra número 2: se o barman estiver errado, olhe a regra número 1”. É esse tratamento diferenciado que afeta positivamente os clientes. No dia em que estive lá, já pelas 3h30 da manhã, um garçom resolveu inventar um drink novo. E quem iria dar o veredito se estava aprovado ou não? Bem, ninguém mais, ninguém menos do que esta que vos escreve. O clima fica intimista ao extremo, você sente que é velho amigo dos caras, não dá vontade de ir embora.

 

 

Mas tudo que é aconchegante, restrito e intimista tem um ponto negativo. Lá lota rápido, muito rápido. Nem tente chegar após às 22h, não se atreva! O bom mesmo é aparecer lá pelas 20h30, ou então você terá que esperar um bom bocado – mesmo porque é regra não ter mais de 30 clientes em pé. A minha dica é que você vá com ânimo para um passeio “dois em um”. Chegue lá pelas 22h no Astor, beba seu choppinho e coma bem. Aí, quando o bar começar a miar, o que acontece lá pelas 2h30 da manhã, você desce para o Sub Astor e curte o resto da noite. É batata, não tem como se arrepender.

 

Avaliação: 8,0 (Astor) / 9,0 (Sub Astor)

 

Serviço: Astor – Sub Astor
Rua Delfina, 163 – Vila Madalena – São Paulo/SP
Sites: http://www.barastor.com.brhttp://www.subastor.com.br/
Telefone: (11)3815-1364


Gostou do texto acima? Saiba então que o Lérias & Lixos também faz a sua diversão no Twitter, no Facebook, no Youtube e no Orkut. A gente se vê por lá!
  • Marco

    Adorei o lugar! Boa dica Amanda. Quero conhecer logo. Valeu!

  • Douglas Willians

    Engraçado. Estava falando do local para outras pessoas justamente hoje! Impressiona como lembra de cada detalhe, bonitona, sobretudo da ‘porpeta’…rs. P.s.: Quem avaliou e quem deu dica para o barman sobre como aperfeiçoar o drink foi o moço aqui! P.s.2: Me senti em casa, mas não tenho 30, tá louco!

  • Amanda Santoro

    Mentira! Ele pediu primeiro a mim para experimentar. Depois, claro, o intrometido deu um gole para dar o pitaco. Preciso dizer mais?

  • Pâmela Alves

    Adorei, estou louca para ir conhecer!