A Santa Morte vem aí!
É público e notório que o ser humano é cheio de esquisitices. Mas umas das maiores bizarrices que tive a oportunidade de conhecer atende pelo nome de Santa Morte. Pois é, meus caros. Existe um povo por aí que cultua nada mais, nada menos do que aquela temida figura que representa a morte. Para ela são feitos pedidos e oferendas.
Santa Morte (também conhecida como La Santíssima Muerte e Doña Sebastiana) é uma figura religiosa que recebe pedidos de amor, sorte e proteção. Santa Morte é geralmente representada por uma figura feminina vestida como o anjo da morte, carregando uma balança e uma gadanha (ferramenta utilizada na agricultura para ceifar cereais ou para o corte de erva).
A excentricidade começou no México e já se espalhou pela América Central e pelos Estados Unidos. E acredite se quiser, o culto ao esqueleto feminino é praticado por oito milhões de seguidores só no país de origem da crendice. Mas de boba a Santa Morte não tem nada. As oferendas incluem rosas, cigarros, frutas, doces, maconha e tequila. Arriba, arriba!
Não tenho informação se a loucura já chegou ao Brasil, pois se não chegou, tenho certeza que em breve teremos a oportunidade de apreciar pessoas ajoelhadas aos pés de uma “esqueleta” fashion suplicando favores.
Não sei o porquê, mas a Santa Morte é frequentemente tomada de padroeira pelos traficantes, sequestradores e outros criminosos, ou por pessoas que vivem em comunidades violentas. Muitos dos altares dedicados a La Santíssima Muerte podem ser encontrados ao longo das estradas no nordeste do México, e foram construídos por traficantes.
O documentário o qual assisti sobre o tema mostra que os devotos são bem organizados. Eles possuem igrejas, sacerdotes e o kit completo para se professar uma religião. Os depoimentos são dos mais variados. Tem gente pedindo saúde para a Morte (ops! acho que existe aí uma contradição), para achar objetos perdidos, para trazer de volta pessoas seqüestradas e muitos deles creditam à caveira o milagre de terem se livrado das drogas.
Por fim, um dos devotos afirmou ter prometido à “Santa” parar de fumar. Não agüentou e pitou um cigarrinho. No dia seguinte seu pai morreu. Viu, só! Com essas coisas não se brinca. Eu já me adianto, bato na madeira três vezes e repito em alto e bom som: “pé de pato, mangalô, três vezes”. E tenho dito.
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